Vamos refrescar um pouco a memória?
Esqueçamos um pouco dos efeitos positivos da mídia e concentremo-nos nos seus efeitos deletérios, mais especificamente em uma das principais “patologias” causadas pelos meios de comunicação, principalmente a TV e os Jornais, sejam eles impressos, ou mesmo em suas versões digitais.
O que está em questão aqui é o chamado “encurtamento” de memória.
Os principais meios de comunicação estão todos os dias, praticamente durante o dia todo, “minando” a cabeça da população com notícias BOMBÁSTICAS, FANTÁSTICAS, SURPREENDENTES, EXPLOSIVAS, IMPERDÍVEIS, SENSACIONAIS, e demais adjetivos usados também pelas Casas Bahia para atrair mais e mais adeptos a sua causa.
Ledo engano pensar que isto é um compromisso com a verdade, com a disseminação de informações e com a sociedade, pois o principal compromisso que as empresas atuantes no ramo têm é com o próprio bolso, pois almejam atingir a maior margem de lucro possível, independente do que estejam “vendendo”.
Notem que SUPER ESPETÁCULOS, TRAGÉDIAS, MORTES, VIOLÊNCIA, POBREZA, MISÉRIA, entre outros, são os principais temas veiculados pelos meios de comunicação hoje em dia. E quando uma notícia desta é veiculada, é “Martelada” na cabeça da população até todos “enjoem” daquele tema. A partir daí, novas polêmicas são colocadas em “Cartaz”, fazendo com que as demais sejam facilmente esquecidas pela grande maioria da população. Logo, aquilo que foi dito na semana passada, muito provavelmente já foi esquecido, por mais que tenha alto nível de relevância para a sociedade. Imaginem então o que aconteceu há 1 ano atrás? PARECE QUE TOMOU DORIL E SUMIU.
O povo adora as “modinhas”, assim como adora discursos prontos para poder ter alguma opinião durante a discussão de assuntos polêmicos, o que é muito veiculado nos meios de comunicação. Com isso, acabam não se preocupando em formar uma opinião própria ou mesmo em reter alguns fatos na memória e depois cobrar da Justiça uma posição coerente quanto a punição dos criminosos.
Vejamos alguns exemplos práticos:
O caso da menina Isabella Nardoni.
A morte de 12 crianças na escola Tasso da Silveira, Realengo.
O caso Suzane Richthofen
O caso do menino João Hélio.
O acidente do vôo 447, da Air France.
O caso Dorothy Stang, no Pará.
A morte de Michael Jackson
O Casamento Real
O caso Bruno
A morte de Osama Bin Laden
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