Nos últimos cinco anos, quase 60 delegados saíram da Polícia Civil paraense por causa dos baixos salários. O salário dos delegados paraenses é o menor do País. 'É a pior remuneração de um delegado de Polícia, apesar de termos um PIB (Produto Interno Bruto) maior do que vários Estados, entre os quais Piauí, Amapá, Maranhão e Sergipe', afirma o presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia Civil do Estado do Pará (Sindelp), João Moraes.
Segundo Moraes, os baixos salários prejudicam o desempenho dos delegados em vários aspectos. 'Seja no âmbito familiar, pois ele fica impedido de estender maiores condições de habitação, lazer e educação a seus filhos e demais dependentes. Seja no âmbito profissional, pois se vê impedido de obter melhores condições intelectuais, aquisição de livros e equipamentos e pagar cursos de extensão universitária', diz. E completa: 'Afora isso, uma remuneração vil massacra sua autoestima, até para um melhor desempenho de suas atribuições funcionais'.
João Moraes argumenta que o governo atual precisa urgentemente rever sua posição quanto à política salarial dos delegados, já que a categoria pertence às carreiras jurídicas no texto constitucional do Estado. “Logo, não pode ganhar menos que os demais membros dessa mesma carreira jurídica”, completa. Moraes diz haver denúncias de que há delegados trabalhando até 70 horas por semana, “o que é uma violação à dignidade humana”. Outro ponto apontado por ele é o que classifica como “desrespeito aos direitos humanos dos delegados, ao trabalharem em locais em que as condições são insalubres. O Estado do Pará e todos os governos passados, e até mesmo o atual, têm relegado a Polícia Civil e os delegados a segundo plano”.
Fonte: O Liberal
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